sábado, 13 de agosto de 2011

O FANTÁSICO NA PROSA ANGOLANA


TUMUKA

Esta história, muito curta, é talvez a mais insólita de todas as que narramos neste livro!

Estamos em 1953... A jangada era uma grande barcaça a remos que sem parar transportava viajantes, mercadoria, algumas vezes até viaturas e animais, melhor dizendo, tudo o que era passível de ser transportado, de uma margem a outra do rio que separava o Dondo Kandange. E um belo dia, A Jangada depositou na margem, em Kandange, um Branco, barbudo e de olhar vítreo. O soba da sanzala foi avisado porque o homem tinha chegado sem bagagens e tinha um ar doente, além de que não possuía nenhum documento que permitisse identificá-lo...

Imediatamente, achou-se que ele era uma assombração, um espírito vindo do nada. E a partir desse instante, ele tornou-se o TUKUMUKA (espírito vindo do nada).

Ele tinha ancorado ali, da mesma forma que os destroços de um braço perdido no alto mar acabam por dar à costa. Quem era ele? Um aventureiro em busca de mudança de vida? Um boémio? Quem poderia saber nesta vila do fim mundo? Era branco, o único branco entre estes indígenas indolentes e menos apressados que o próprio tempo. Seu nome?... Os habitantes alcunharam-no de Tukumuka.

Era como uma espécie de fenómeno vivo, aparecido ali, repentinamente, vindo de parte alguma, uma coisa insólita, a que acabamos por nos habituar. Ali estava ele, nesta vila de Kandange, no sudeste de Angola, a alguns milhares de quilómetros da sua Bélgica natal.

Para os habitantes de Kandange era uma espécie de amuleto ou porta–desgraça que lhes havia caído em cima, mas de um certo ponto vista era também uma sorte que deviam conservar. Portanto ele era, ao mesmo tempo, temido e adulado. Apreciavam-se os eventuais malefícios. Tukumuka, ninguém conhecia seu verdadeiro nome nem ninguém lho perguntava.

Foi quando Tukumuka mostrou a foto – que ele conservava como único precioso bem da sua vida – desta mulher que ele chamava Madó. Que os aldeões de Kandange puderam então construir uma história à volta do personagem... os habitantes nunca tinham visto um Branco chorar; chorar de fazer partir o coração. De uma forma tão apaixonada por uma moça negra, e ainda para mais a filha da feiticeira do fim da estrada.

Encontram nisso mais uma razão para o protegerem.

Ele não tinha a fisionomia do português colono, que fazia razias na aldeia, de vez em quando, para lhes demonstrar a sua força e que ele e seus congéneres eram os senhores. Mas então donde é que ele tinha saído?

Todos imaginavam as respostas mais plausíveis, mas ninguém achava a resposta certa ou confirmada.

O facto estava “consumado” e Tukumuka fazia agora parte integrante desta aldeia do fim do mundo. Foi adoptado, naturalmente, pela população. Sim! Era uma das qualidades dos habitantes da sanzala, uma ingenuidade, uma bondade, o facto é que deixavam entrar nas suas terras qualquer ser humano sem nenhuma desconfiança.

Ninguém sabia quem Tukumuka nem ninguém lhe havia perguntado porque é ele estava lá.

Tudo o que se via ele era branco e estranho.

A foto

A filha da feiticeira do fim da estrada vivia na cidade, onde para alguns, a mãe tinha mandado para encontrar um marido. Na cidade, entre os brancos, ela fazia-se chamar Madó, mas o seu nome verdadeiro era Zenza. A população viu em Tukumuka uma prova flagrante da eficácia da feiticeira. A mãe de Zenza, Dona Chiquita, fora antigamente uma bela mulher cortejada por todos os homens da vila; mas apesar da sua beleza nenhum homem a quis para esposa. Ninguém sabia quem era o pai de sua filha Zenza e ela também não revelava o seu nome.

Todas as suspeitas caíam sobre o mais notável dos mais velhos da vila, porque ele era o único a proteger mãe e filha, enquanto todo o resto da população as rejeitava. Esta animosidade era mais velha que o próprio tempo. Várias gerações família sofreram a mesma descriminação,

sem que alguém soubesse a causa ou o motivo. Era assim.

Esta rejeição tinha-se tornado quase instintiva. As mulheres não se queixavam e os habitantes também não as perseguiam.

Evitavam os conflitos por medo das maldições de Dona Chiquita. Esta era considerada na aldeia como feiticeira, reputação que já tinha herdado de seus antepassados, já catalogados pela sorte.

Como saber a verdadeira história?

E como advinha-la se os responsáveis pelos rumores também não a conheciam, nunca a tinham sabido, e se esta ignorância da origem do rumor era o facto de se terem passado sucessivas gerações?

Tudo se tinha perdido, apagado pelo tempo...

Enfim, o rumor que manchava a reputação de Dona Chiquita não tinha qualquer fundamento; era uma mulher já emancipada, levava a vida como muito bem entendia, dando a mesma educação a sua única filha. Mas, nesta sanzala, tal comportamento era motivo de

mexericos e condenações.

No entanto, e aí estava mais um paradoxo, os habitantes não proibiam Dona Chiquita de se deslocar à vila, e todos pareciam respeitá-la, mais ou menos, talvez por receio. Para evitar os choques com os habitantes, Dona Chiquita vivia retida com a sua filha que tinha sido obrigada a baptizar com um nome aceitável para as autoridades colónias, que não autorizava os nomes indígenas; além de que toda a criança baptizada deveria ter um colono como padrinho ou madrinha. A madrinha de Madó chamava-se Magda; tinha sido, antes e durante muitos anos, a patroa de Chiquita.

Madó trabalhava no bar de um grande hotel na cidade, o ponto de encontro der todos os cooperantes e outros Brancos que desembarcavam no país. Mulher atraente pela sua graça e simpatia, ela tinha enfeitiçado o belga, de seu verdadeiro nome, Jean-Charles, a seguir baptizado Tukumuka pelos habitantes da via de Kandange.

Jean-charles era de nacionalidade belga, ficava no país natal cada vez que o marido assinava um novo contrato para trabalhar numa ou noutra companhia de diamantes de Angola. Ficava nove meses sem ver a família e, todos os meses de Dezembro voltava à Bélgica para depois regressar a Angola no mês de Março. Este foi o seu ritmo durante anos. 1953, deveria ser o último ano, pois, sob o ponto de vista financeiro, tinha praticamente realizado o seu sonho: possuir uma bela casa com piscina, uma bela viatura de quatro portas e um jipe todo-o-terreno. Sentia-se cansado e achava-se disposto a viver com os bens já adquiridos durante anos de sacrifícios. Faltavam-lhe cumprir ainda dois meses de contrato, antes de partir definitivamente para a sua Bélgica natal...

E tudo balançou. Aquilo começara como uma banal ligação com Madó, unicamente provocada por um desejo físico. Depois passou a ser ao ritmo de um encontro por mês, depois por semana e terminou por um relacionamento mais sério. Jean-charles vinha todas as noites ao bar; esperava pacientemente até que Madó terminasse o seu trabalho, e saíam juntos. Acabou por alojá-la em casa dele.

Rapidamente sentia-se no direito de a proibir de sair com qualquer outro. Para ele, Madó tornou-se uma obsessão. Proibiu-a de trabalhar, depois de sair, simplesmente. O que no início tinha sido delicioso, tomou o aspecto de um tormento com sequestro. E fechava-a

quando partia para o trabalho. Madó sentia-se infeliz. Um dia, ele esqueceu a chave na porta aproveitando esta aberta, Madó fugiu para sempre. Ninguém sabia onde é que ela estava, nem a própria mãe. Desde esse dia Jean-chales não foi mais o mesmo. Abandonou o trabalho, esqueceu a família e a pátria... Pôs-se a errar pela cidade como um vagubundo, na esperança de um reencontro Madó.

E Jean-charles tinha aportado ali, em Kandange, debaixo de um embondeiro gigantesto que lhe servia de abrigo e sob o qual a população tinha construído uma cabana para abrigar o seu Tukumuka.

In Os Amores das Sanzalas, Editorial Nzila, 2006

MEMÓRIAS DA ILHA - CRÓNICAS


POPULACIONAMENTO

O “Correio da Semana” último, em posição de merecido destaque, mostrava um patriarca vigoroso e benguelense que, por mares nunca antes navegados, produzira até ao presente minuto a módica ninhada de sessenta e dois filhos.

Em profundo grito de emoção, clamei orgulhoso por esta ditosa pátria que tal protonauta gerou. Quisera ter engenho e arte, para em verso fino e pleno de verve, conclamar os cidadãos a colecta pública que, de maneira impoluta, permitisse o erguer, na praça citadina maior, de reveladora estátua através da qual a pátria, tão falha de filhos, agradeceria o gesto disseminador e altruísta

Poder-me-ão chamar de cínico, brincalhão, o que quiserem, todavia juro-vos que nunca estive tão sério.

O nosso país é, e sê-lo-á por algum tempo, potencialmente rico pelo simples facto de sermos apenas cerca dez milhões de habitantes. E se considerarmos a bordoada que de momento mutuamente nos distribuímos, só me posso sentir feliz por tão baixa população.

Imagine-se, utilizando a matemática do patriarca, um homem para três mulheres, como ele fez, daria dois milhões e meio de machos garanhões e permanentemente em cio, a fazerem filhos como em linha de montagem, a sete milhões e meio de fêmeas reprodutoras, e digam lá, se a sessenta e dois filhos por tríade paridos, não haveria agora infinitamente muitos mais sopapos distribuídos, uma Jamba muito mais vasta com milhões de prisioneiros de guerra, e não só, e todo um mar por aí fora?...

Assim, sinto-me angustiosamente ambivalente quanto a louvar o feito heróico do nosso valoroso patriarca, um pouco como aquele meu amigo lá da Ilha que, odiando doentia e proverbialmente a sogra, viu-a precipitar-se pelo morro do Mbinda abaixo conduzindo o seu Mercedes novinho e de recente importação. Analisados e pesados devidamente os prós e os contras, ficamos como que engasgados e sem palavras.

As variantes são inúmeras, vejamos.

Se me considerar machista com prerrogativas ancestrais e consolidadas, a atracção certamente existe. Sem escrúpulos! É só uma questão de sabedoria e bom senso no repartir das tarefas e carinhos conjugais, três vezes divididos ou multiplicados conforme o caso. Tiram-se os dias do paludismo e outras doenças em que se é atendido pela santíssima e carinhosa tríade em conjunto, fica-se com a impressão de que até vale a pena.

Como homem liberto e emancipado, é evidente que só posso estar em desacordo com tamanha tacanhez cultural, e tentar esconder a inveja, o ciúme, o despeito e, sobretudo a curiosidade permanente e atiçada, na eterna dúvida do “como realmente será ir para a cama com três mulheres”?

Como homem racionalista, tiro os azimutes, faço as contas à vida e fico na indecisão entre a cópula racional bi ou trissemanal, e a possibilidade de uma luxúria animalesca e irracional, um pouco do estilo benguelense.

Como funcionário público, aceito de imediato. Temos é que converter a impotência sindical para que, revigorada talvez com uma gemada, transforme os míseros e caducos trezentos kwanzas/filho de abono de família do tempo da outra senhora (pré independência), em moeda sonante que permita adaptação aos padrões actuais de vida. Isto conseguido, aposentar-nos-íamos para fazer mais filhos e aumentar o rendimento.

Talvez esteja aí a resolução dos problemas, porém que o Estado não me acuse de o ter levado à falência.

Quanto ao patriarca, que nem é de Cabinda, terra de miraculosa madeira afrodisíaca, incito-o a estabelecer um recorde que coloque Angola no Guiness Book of Records e, do alto de toda a minha admiração e inveja por vida tão prolífera, clamo altissonante:

Bem-haja ó trepadeira de cepa forte!...

12/07/92

sábado, 9 de julho de 2011

LANÇAMENTO DE "O FANTÁSTICO NA PROSA ANGOLANA", EM LISBOA





Quando me veio a ideia de elaborar a presente antologia, de imediato se me colocou a grandeza e delicadeza da tarefa, face à vasta gama de escritores nacionais, e sobre o que eu poderia considerar de imaginário, de fantástico, de real e ou de irreal, entre muitas outras considerações, numa sociedade em que as fronteiras entre o mundo visível e aquele invisivel sempre estiveram tão intimamente ligadas.

Face à oralidade das sociedades africanas, da qual Angola não teria como escapar, este universo de ambiguidade não poderia deixar de ter residência visível nas diversas obras dos escritores angolanos que, ao longo dos séculos XIX e XX, foram férteis na produção de textos em que diversos mundos se interligavam com acontecimentos estranhos, acontecimentos que com muita frequência fugiam ao entendimento de serem ou não reais face à percepção do aceitável e ou do credivel.

Óscar Ribas, um dos mais conceituados nomes da etnografia nacional, nascido em 1909 e já falecido, autor de vasta obra em que recolheu a extremamente valiosa literatura oral africana na zona de Luanda, afirmara que os contos ordinariamente reflectem aspectos da vida real. Neles figuram as mais variadas personagens: homens, animais, monstros, divindades, almas. Se por vezes, a acção decorre entre elementos da mesma espécie, outras no entanto desenrolam-se misteriosamnete, numa participação de seres diferentes.

Confrontei-me, deste modo, com a questão do fantástico, algo que não pode ser explicado via racionalidade, e com as possibilidades do verosimil versus o inverosimil, o real e o sonho, o natural e o sobrenatural. O que procurar, o que e como inserir? Seria o fantástico, o estranho, o maravilhoso e a fantasia contidos na panóplia de obras de escritores angolanos a mesma coisa? Quedar-me-ia unicamente com o texto, vamos chamá-lo por contraposição adulto, ou igualmente com o tradicional, o juvenil e o infantil? Na oralidade africana, contar, o sunguilar, é parte intrinseca da vida. É às noites, sob o agasalhar dos fogos, que as tradições, os usos e costumes são propagados de geração em geração, através dos contos, das estórias, das adivinhas, dos provérbios. Contar, relatar, gravar na memória colectiva é uma das acções mais antigas da história da humanidade, reflectidas em testemunho nas grutas espalhadas pelo mundo inteiro.

Acho que me preocupei mais com os aspectos do estranho, do maravilhoso, talvez mesmo até do insólito, na recolha que levei a cabo, deixando o fantástico maioritariamente para a literatura tradicional e para a literartura infantil, narrativas em que o narrador ou o escritor mais se preocupa com a mensagem, com a valorização moral e com um fim que transmita uma postura considerada de funcional na sociedade.

Tzvetan Todorov, um filosófo e linguista búlgaro desde 1963 a viver em Paris, no seu livro “Introdução à Literatura Fantástica”, estabelece normas a respeito do fantástico na literatura, diferenciando entre o fantástico, o estranho e o maravilhoso. Segundo ele, em um mundo que é o nosso, que conhecemos (infira-se ocidental e moderno), sem diabos, sílfides, nem vampiros se produz um acontecimento impossível de explicar pelas leis desse mesmo mundo familiar.

Quem percebe o acontecimento deve optar por uma das duas soluções possíveis: ou se trata de uma ilusão dos sentidos, de um produto de imaginação, e as leis do mundo seguem sendo o que são, ou o acontecimento se produziu realmente, é parte integrante da realidade, e então essa realidade está regida por leis que desconhecemos. O fantástico ocupa o tempo dessa incerteza. Assim que se escolhe uma das duas respostas, deixa-se o terreno do fantástico para entrar em um género vizinho: o estranho ou o maravilhoso. O fantástico é a vacilação experimentada por um ser que não conhece mais as leis naturais, frente a um acontecimento aparentemente sobrenatural.

Não irei referir nesta apresentação o que me levou a incluir um e não outro escritor, até porque a linha divisória não me permitiu estabelecer fronteiras entre o estranho, o maravilhoso sempre existindo um subgénero transitivo entre eles. Segundo Todorov, seja como for, não é possível excluir de uma análise do fantástico, o maravilhoso e o estranho, géneros aos quais se sobrepõe. Acho que os contos e os excertos de textos mais largos que me serviram de base, englobam-se largamente no objectivo a que me propuz.

Fragata de Morais

Coordenador



Este acontecimento decorreu, no dia 30 de Junho, na Feira Internacional do Artesanato, no Pavilhão de Angola", sob os auspícios da Casa de Angola em Portugal.

O livro será, igualmente e muito em breve, lançado aqui em Luanda, pela Editora Mayamba.

Prefácio

Para mim, que raras ou nenhumas incursões tenho no domínio do ensaio ou da crítica literária, foi uma agradável surpresa ser convidado a prefaciar a presente obra.

Não o farei na forma convencional, rebuscando teorias e pontos de vista, sem me furtar a elas no entanto, mas sim ancorando-me no lado simbólico do convite e no apreço que me merece a iniciativa.

Como se sabe, desde o alvor da Independência Nacional e mesmo no período imediatamente anterior, assistimos a um grande movimento em torno da ideia de recuperação e valorização do imaginário ou dos imaginários angolanos através da literatura. Muitos títulos foram publicados com esta perspectiva, porém, até à saída da presente obra, não se tinha uma ideia de conjunto sobre o que efectivamente havia acontecido no domínio do fantástico na Literatura Angolana, isto desde Cordeiro da Matta aos nossos dias. Com efeito, até à edição desta Antologia, a questão do fantástico que, no nosso ver, não se limita apenas às práticas mágicas, mas estende-se também à aparição de factos inexplicados e teoricamente inexplicáveis não foi tratado, quer de forma sincrónica, quer de forma diacrónica.Vem pois

esta Antologia suprimir aquela lacuna e dar-nos uma panorâmica do fantástico na literatura angolana, este delicado género que no dizer de Jean Bellemin – Noél, vive da ambiguidade e no qual o real e o imaginário se devem reencontrar e até se contaminar. Isto mesmo poderá levar-nos a compreender o critério de escolha dos textos que compõem a presente obra de Fragata de Morais. Escreveu o crítico francês Jacques Chevrier que durante muito tempo a África “foi uma reserva de exotismo onde os autores de sucesso vinham buscar sem vergonha o pitoresco e a cor local reclamados pelo público Europeu ávido de sensações”. Cremos que, felizmente, tal situação se encontra ultrapassada como se pode comprovar por muitas obras africanas e, neste caso angolanas, que descrevendo a irrupção do sobrenatural na realidade, como a definição do Todorov mencionada pelo autor desta antologia, permite-nos fruir destes valores de maneira autónoma e dar um contributo ao universo simbólico e ao imaginário da língua portuguesa, no nosso caso. Por tal facto ganha notoriedade a presente obra, assim como pela circunstância da mesma vir demonstrar que o fantástico não é um género menor nem só reservado a crianças e jovens mas, pelo contrário, é um terreno muito vasto e rico que de resto revelou grandes nomes da literatura universal como Alexandre Dumas (Os Três Mosqueteiros, O Conde de Monte Cristo), Théophile Gautier (A Cafeteira), Guy de Maupassant (Le Horla et la Chevelure), Merimée (La Vénus d’Ille), etc. Estas referências servem-nos para realçar a importância desta obra e do trabalho dos autores que deram e dão corpo à Literatura Fantástica Angolana, seguramente um percurso a explorar por muitos dos nossos autores que fazem o orgulho das letras angolanas.

António Antunes Fonseca

ALGUNS MOMENTOS DA MEMÓRIA




sexta-feira, 8 de julho de 2011